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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Psicologia e arte por Adenáuer Novaes

Olá pessoal!
Fiquei maravilhada com esse artigo do escritor Adenáuer Novaes,  que resolví compartilhar no meu blogger.
Trabalhei em sala de aula e meus alunos puderam compreender como a arte está inserida em nossas vidas e por isso se faz tão importante na escola. Boa leitura!
                               

                                           PSICOLOGIA E ARTE
                                                                                                                   Adenáuer Novaes
                                                                                                                  Psicólogo, escritor, engenheiro e filósofo

Inegavelmente a arte é expressão do mundo interior de seu criador, cujo significado transcende sua individualidade. Nada mais artístico do que a vida e a obra daqueles que legaram a civilização, tal a qual vivemos hoje, com suas invenções e tudo quanto torna a vida humana agradável. Pode-se dizer que tudo que o ser humano cria é arte, variável com a época, a cultura e a linguagem em que é produzida como uma expressão da alma daquele que a executa.

Por outro lado a psicologia, ciência da dinâmica psíquica e do comportamento humano, propõe  que toda expressão humana é carregada de símbolos que emergem do mundo interior do ser humano para que ele se comunique e realize sua existência. O que dele brota tem o caráter de identidade pessoal, porém não apenas a sua, mas também a de todos que forjaram sua vida. Seu DNA carrega as marcas de todos os seus antepassados, pois a alma humana é individual e simultaneamente coletiva. Tudo que produz vem de sua consciência, bem como da imensa riqueza de seu inconsciente. Sendo assim, o artista realiza o que emerge de seu inconsciente como um vulcão que expele sua lava das profundezas de seu mundo interior. Sua produção contempla seu talento bem como aquilo que compõe seu inconsciente coletivo.

A personalidade do artista, em parte, é secundária em relação a sua obra. A obra se sobrepõe à sua personalidade e, ao mesmo tempo, a caracteriza. A arte lhe serve como desaguadouro de algo que necessita sair para que sua mente permaneça em equilíbrio, atendendo ao impulso criativo e ao anseio coletivo e pessoal de realização Quando nos detemos com uma obra de arte, seja música, pintura, teatro, cinema ou qualquer expressão simbólica do talento humano, também estamos em contato com uma parte que diz respeito à nossa própria alma. Por esta razão ela nos encanta e nos permite transferir nossa ânsia de viver e experimentar o prazer.

Adenáuer Novaes
Psicólogo, escritor, engenheiro e filósofo

Escreve quinzenalmente no Jornal A Tarde

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Artesanato na Escola


Olá Pessoal!

Este blogger tem a intenção de divulgar, compartilhar ideias e também informações que nos levem a uma melhor qualidade de vida, como as dicas nos artigos do psicanalista Conrado Matos. Por isso quero registrar alguns trabalhos que embora simples mas, de grande valia na construção do conhecimento.

Na verdade gostaria de compartilhar com vocês um  trabalho da uma escola municipal Fazenda Coutos, Salvador a qual faço parte como professora e que foi de grande preciosidade na construção do conhecimento.


Ações pedagógicas demonstram que atividades criativas, realizadas no espaço escolar, são importantes para dar visibilidade aos interesses expressivos do adolescente, mantê-lo afastado de situações de risco, ou até mesmo para resgatá-lo de uma condição violenta para outra. Sendo Assim imaginei trabalhar a IV unidade com artesanato, tendo o aluno como protagonista juvenil na elaboração da criação.

Realizar atividades da cultura popular nas atividades artísticas colaborando com o meio ambiente ao utilizar materiais recicláveis; bem como despertar a criatividade, iniciativa, responsabilidade, disciplina; proporcionando a oportunidades de empreendedorismo este foi o meu desafio.

Aqui vai uma pequena mostra dos projetos. Alguns foram direcionados pela falta de habilidades, outros realmente como protagonista juvenil de seus conhecimentos.Quero agradecer a minha coordenadora Rita Sacramento, que sempre nos apoia fazendo acreditar que sempre é possível! 

                                                          















                                                   

                                                   





sábado, 29 de novembro de 2014

Crônica por Conrado Matos - Psicanalista

RECORDAÇÕES DE INFÂNCIA

Por Conrado Matos – Psicanalista e Colaborador do Jornal Tribuna da Bahia.
Crônica publicada no Jornal Tribuna da Bahia.

Lembro muito bem de alguns amiguinhos de infância que nos deixaram marcas na nossa vida.
Recordo-me que brincávamos de bolinha de gude, pião, cabra-cega, boca de forno, gangorra, e fazíamos vaquinhas de barro e curral. Essas eram as brincadeiras que vivenciei quando criança, principalmente, no interior.
Eu gostava de fazer aviãozinho de papel, pipa (arraia), fazia caminhãozinho de madeira, patinete, pião, violão com lata de óleo de comida, com um furo arredondado no meio e seis cordas. Tudo era bem assim nessa época, muito artesanal, e nos dava prazer. Nós fazíamos os nossos próprios brinquedos, e ficávamos bastante alegres quando terminávamos de executar. O caminhão tinha as rodinhas de madeira, e eu usava um cordão para conduzi-lo, subindo barrancos, e no teste drive, comprovava a qualidade do meu caminhãozinho, com cabine de lata e madeira. Era assim nessa época. Eu testava as minhas potencialidades, tudo muito no natural.
Nós vivíamos uma relação muito próxima através do lúdico, das brincadeiras tão simples. Tínhamos momento de frustrações sim, mas também tínhamos muitos momentos de alegria e prazer. Dividíamos os brinquedos uns com os outros, dava muitas risadas e gargalhadas. Muito diferente de hoje, que a criança não pode dividir o tablete, o celular, ou o computador. Senso de compartilhar não existe mais, a não ser tudo no virtual. E Quanto as risadas e as gargalhadas, ficam entre a criança e os personagens do game, coisa tão artificial. É muito individualismo.  Mais robô menos humano.         
Nessa época chorávamos como irmãos e ficávamos alegres como uma só família, afetuosos e fraternos. Dividíamos o prazer de nos sentir humano.
É uma época que não posso voltar atrás, mas trago muita gratidão de ter vivido apaixonadas brincadeiras com meus amiguinhos de infância. Esses, sim! Vivem em minha memória com muita simplicidade, e nunca mais esquecerei.
Hoje vivemos a nova era da tecnologia que, por sinal, excelente avanço da humanidade. Podemos falar com nossos amigos distantes, através do facebook. Porém temos visto as nossas crianças afastadas dos brinquedos, e apegadas aos tabletes, aos celulares, vivendo enclausuradas em apartamentos apertados de condomínio, de olho na tela do computador - tendo como maior relacionamento de afeto, a máquina e o celular de última geração.
Essa convivência esquizóide, assim posso denominar, vai deixar muitas lacunas negativas na infância da criança de hoje, como afastamento dos amigos e a solidão, comparado a essa convivência da minha época de criança, que era de aproximação humana. Essa proximidade com o ser humano vem deixando de existir, e permitirmos viver em um mundo egoísta, isolados dos amigos e apaixonados pelos, whatsappianos, facebookianos e os personagens dessa nova era tecnológica. Vamos ver aonde vai chegar.
Eu não quero ter o computador e o celular como meus maiores amigos, porque estes não sentem prazer por mim. Quero estar próximo do ser humano, porque este me dar prazer e felicidade. Podemos compartilhar amor, trocas saudáveis e confiar um no outro. Isso nos faz sentir pessoas humanas, e podemos também ser criança, brincar no parque, ir ao jardim zoológico para ver os animais, nos deliciar de algodão doce e pipoca. Dar um beijo no papai e na nossa mamãe. Visitar a família e os amigos, e dar um grande abraço. Podemos também sentar na praça ao anoitecer, ir ao teatro, ao cinema, e ao sítio nos finais de semana e poder subir em um pé de mangueira, e nos lambuzar de manga. Depois podemos nos encontrar em um bom café e pessoalmente, comentar e compartilhar o prazer da vida, podendo curtir um encontro a dois, como fazem os companheiros. Como adulto podemos fazer como criança, basta que saibamos amar.

Conrado Matos é Psicanalista, Filósofo, Teólogo, Educador e Escritor.

E-mail; psicanaliseconrado@hotmail.com 

Arvore de Natal em papel




ARVORE DE NATAL  EM PAPEL DE PRESENTE: SIMPLES E BONITA PARA DECORAR !









Boneca de pano Talita

 Muito fofa a Camponesa Talita! Olhinhos lindos!