sexta-feira, 31 de julho de 2015
quinta-feira, 9 de julho de 2015
A ESCUTA DO TERAPEUTA artigo por Conrado Matos .
CONRADO MATOS é Psicanalista, Filósofo e
Teólogo.
E-mail: psicanaliseconrado@hotmail.com – Tels: (071)
9910-6845/8717-3210.
A ESCUTA DO TERAPEUTA
Texto de Conrado Matos – Psicanalista e Colaborador da Revista Ciência e
Vida Psique, e Jornal Tribuna da Bahia.
Uma
pessoa bem virtuosa convidou seu amigo para a sua casa, para passar uns quinze
dias. O amigo resolveu aceitar o convite. Saiu de muito longe para ver o seu amigo
de infância, que já não via há muito tempo. Quando chegou na sua casa, foi
muito bem recebido, embora, alguns dos filhos do amigo, além de uns parentes,
não foram bem receptivos, não o deram nenhuma atenção. O amigo ficou meio
encucado com o que presenciava, e começou logo a pensar que estava incomodando.
Já pensava em retornar para sua casa. Gostava muito do seu amigo, mas teria que
ir embora, pois não estava agradando a todos.
No outro dia, o amigo já estava com as malas arrumadas para a partida. O amigo surpreso com o que via, fez a seguinte pergunta: Por que meu amigo já quer ir embora, já que sua previsão era ficar em minha casa durante quinze dias? O amigo todo sem jeito, respondeu: Meu amigo eu já vi que o gato (animal) está certo. "O melhor amigo do gato é a sua casa". O dono vai embora, mas o gato quer ficar na casa". Não tem nada tão bom quanto a nossa casa. Eu já vi que nosso maior amigo é a nossa casa, o nosso travesseiro, a nossa cozinha, a nossa geladeira, o nosso prato, o nosso garfo, a nossa cama, o nosso quarto, e nosso sofá para ficar todo despojado, como faz o gato de estimação de lá de casa. Desabafou o amigo, o agradecendo, e dando-lhe obrigado por tudo. O amigo sentiu muito por não ter feito nada para impedir a sua partida. Ficou um pouco apreensivo pelo por quê do seu amigo ter ido embora tão cedo. Mas não pode fazer nada, e o jeito foi aceitar a sua decisão.
No outro dia, o amigo já estava com as malas arrumadas para a partida. O amigo surpreso com o que via, fez a seguinte pergunta: Por que meu amigo já quer ir embora, já que sua previsão era ficar em minha casa durante quinze dias? O amigo todo sem jeito, respondeu: Meu amigo eu já vi que o gato (animal) está certo. "O melhor amigo do gato é a sua casa". O dono vai embora, mas o gato quer ficar na casa". Não tem nada tão bom quanto a nossa casa. Eu já vi que nosso maior amigo é a nossa casa, o nosso travesseiro, a nossa cozinha, a nossa geladeira, o nosso prato, o nosso garfo, a nossa cama, o nosso quarto, e nosso sofá para ficar todo despojado, como faz o gato de estimação de lá de casa. Desabafou o amigo, o agradecendo, e dando-lhe obrigado por tudo. O amigo sentiu muito por não ter feito nada para impedir a sua partida. Ficou um pouco apreensivo pelo por quê do seu amigo ter ido embora tão cedo. Mas não pode fazer nada, e o jeito foi aceitar a sua decisão.
Esse
relato desses dos dois amigos, me vem uma reflexão sobre como deve se sentir um
analisando quando busca por uma terapia com um psicoterapeuta ou um psicanalista.
Imagino como não deve sentir-se um analisando quando não é bem acolhido pelo
profissional. E, por falta de um diálogo mais democrático e um enquadre bem
esclarecido, entre ambos, penso o quanto esse analisando quer para desembaraçar
as cartas do seu passado, marcadas pela dor, e não tem alguém preparado para
lhe emprestar a escuta ou a compreensão por algum tempo, pelo menos durante um
tempo de análise. A compreensão e a escuta são os instrumentos que devem usar
um psicanalista, porque aquele que quer ser escutado precisa de extravasar seu
sofrimento. Essa escuta do psicanalista e a fala do analisante têm algo de
subjetivos, e nada se parecem com um simples bate papo num boteco ou num banco
de uma praça.
Recordo-me
que Freud em uma das suas obras, comentou a respeito de uma das suas analisandas,
que chamara atenção por ele falar tanto, a ponto de atrapalhar o fluxo das suas
ideias. Freud interferia muito e escutava menos, e incomodava demais a sua
analisanda.
A
partir desse erro técnico, Freud passou a convidar seus pacientes a deitar em um
divã e expor as ideias que lhes viessem espontaneamente em suas mentes,
enquanto ele os escutavam intensamente, sem nunca mais atropelar o pensamento
livre de seus analisandos.
A
escuta é fundamental para compreensão de uma pessoa que precisa de ajuda. A
arte de escutar tem algo de subjetivo que ajuda a alma de uma pessoa. A pessoa
traz a sua dor passada para ser revivida, não falo da dor física, mas falo da
dor do inconsciente. A dor que é presente, mas que traz o resultado destrutivo
dos escombros do passado. Essa dor é que deve ser removida, e a escuta capacita
o psicanalista e o analisando a entender melhor as razões dessa dor reprimida,
irreconhecível e estranha dentro de nós - a dor do inconsciente.
Quando
não sabemos lidar com a arte de escutar a quem deseja ser escutado, essa pessoa
tende a se afastar de nós. Faltou o acolhimento e a empatia. E, acho que alguns
terapeutas falham com isso, e usam desnecessariamente, em muitos casos, o
recurso da psicofarmacologia, para simplesmente abafar a dor do sujeito que
deseja ser escutado.
CONRADO MATOS é Psicanalista, Filósofo e
Teólogo.
E-mail: psicanaliseconrado@hotmail.com – Tels: (071)
9910-6845/8717-3210.
domingo, 5 de julho de 2015
Porta-Chaves em Mosaico
Trabalho em Mosaico, inspirado pelos meus alunos!
Uma experiência muito prazerosa e creio ser a primeira de muitas!
liciasartesamato@yahoo.com.brsábado, 28 de fevereiro de 2015
Psicologia e arte por Adenáuer Novaes
Olá pessoal!
Fiquei maravilhada com esse artigo do escritor Adenáuer Novaes, que resolví compartilhar no meu blogger.
Trabalhei em sala de aula e meus alunos puderam compreender como a arte está inserida em nossas vidas e por isso se faz tão importante na escola. Boa leitura!
Fiquei maravilhada com esse artigo do escritor Adenáuer Novaes, que resolví compartilhar no meu blogger.
Trabalhei em sala de aula e meus alunos puderam compreender como a arte está inserida em nossas vidas e por isso se faz tão importante na escola. Boa leitura!
PSICOLOGIA
E ARTE
Adenáuer Novaes
Psicólogo,
escritor, engenheiro e filósofo
Inegavelmente a
arte é expressão do mundo interior de seu criador, cujo significado transcende
sua individualidade. Nada mais artístico do que a vida e a obra daqueles que
legaram a civilização, tal a qual vivemos hoje, com suas invenções e tudo
quanto torna a vida humana agradável. Pode-se dizer que tudo que o ser humano
cria é arte, variável com a época, a cultura e a linguagem em que é produzida
como uma expressão da alma daquele que a executa.
Por outro lado a
psicologia, ciência da dinâmica psíquica e do comportamento humano, propõe que toda expressão humana é carregada de
símbolos que emergem do mundo interior do ser humano para que ele se comunique
e realize sua existência. O que dele brota tem o caráter de identidade pessoal,
porém não apenas a sua, mas também a de todos que forjaram sua vida. Seu DNA
carrega as marcas de todos os seus antepassados, pois a alma humana é individual
e simultaneamente coletiva. Tudo que produz vem de sua consciência, bem como da
imensa riqueza de seu inconsciente. Sendo assim, o artista realiza o que emerge
de seu inconsciente como um vulcão que expele sua lava das profundezas de seu
mundo interior. Sua produção contempla seu talento bem como aquilo que compõe
seu inconsciente coletivo.
A personalidade
do artista, em parte, é secundária em relação a sua obra. A obra se sobrepõe à
sua personalidade e, ao mesmo tempo, a caracteriza. A arte lhe serve como
desaguadouro de algo que necessita sair para que sua mente permaneça em
equilíbrio, atendendo ao impulso criativo e ao anseio coletivo e pessoal de
realização Quando nos detemos com uma obra de arte, seja música, pintura,
teatro, cinema ou qualquer expressão simbólica do talento humano, também
estamos em contato com uma parte que diz respeito à nossa própria alma. Por
esta razão ela nos encanta e nos permite transferir nossa ânsia de viver e
experimentar o prazer.
Adenáuer
Novaes
Psicólogo, escritor, engenheiro e
filósofo
Escreve quinzenalmente no Jornal A Tarde
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