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Boneca porta recados
Esta linda boneca não vai esquecer o seu recado!
Coloque-a num lugarzinho bem vizível de sua preferência!
liciaartesanato@gmail.com
A insatisfação no "ter"
Olá amigos!
Leiam mais um artigo compartilhado pelo amigo e psicanalista Conrado Matos, faça sua reflexão e melhore sua qualidade de vida! Boa leitura!
Leiam mais um artigo compartilhado pelo amigo e psicanalista Conrado Matos, faça sua reflexão e melhore sua qualidade de vida! Boa leitura!
A
INSATISFAÇÃO NO “TER”
Por
Conrado Matos – Psicanalista e Colunista do Jornal
Tribuna da Bahia
Artigo publicado no Jornal
Tribuna da Bahia, Segunda-Feira, 10.06.2013.
As grandes cidades têm
aumentado bastante o número de veículos. Hoje, qualquer cidadão que tenha uma
renda razoável já pode ter o prazer de adquirir um carro popular de uma
determinada marca, nem que tenha que se sacrificar tanto, e arrancar os fios
dos cabelos da cabeça para pagá-lo durante muito tempo.
O automóvel não é mais um
objeto de tanto poder ou status, mas uma necessidade, como no caso de alguns
modelos populares e simples. Até mesmo porque, quase boa parte da população
mais humilde está podendo adquirir um veículo básico, seja ele, usado,
semi-novo ou novo, através de trocas, compras a vista, a prazo, ou consórcio.
Quem tem um carro popular
não é mais visto como um cidadão de grande poder aquisitivo nos dias atuais,
com exceção dos que podem desfrutar de veículos de luxo e marcas importadas, e
que tenha muita bala na agulha para desembolsar altas quantias de dinheiro para
comprar um automóvel caro, e possa sustentá-lo. Além do mais, deve também, ter
condições de arcar com taxas altíssimas, como: seguro contra roubo, IPVA, taxas
de estacionamento, reposição de peças originais, com tudo muito bem atualizado.
Inclusive, precisa morar, também, em um condomínio seguro, bonito, confortável
e de luxo, estruturado com tudo que tem direito, para dizer por aí a alguém que
a taxa do condomínio é cara, e pode pagar, equiparando ao seu poder materialista
e de aparência. Essa exigência faz parte da sociedade consumista da nossa era
pós-moderna. “Ter” muito para mostrar para o outro ou o vizinho, que seu
apartamento é o melhor e seu carro é um dos mais caro do mercado; tudo para
competir e mostrar que tem muita bala no canhão.
Antigamente, ser dono de um
veículo do tipo popular já era significado de status, poder, vaidade e luxo.
Atualmente, poucos podem bancar essa vaidade, andando em carros de última
geração, modelos de linha e de luxo, como no caso de alguns ricaços. Outras
pessoas, sem pés no chão, que não se igualam ao topo desses mais ricos, são
levadas pelas tentações de consumo exagerado, se endividando e vivendo em
conflito.
Lembro que, no passado,
poucas pessoas podiam adquirir um televisor preto e branco. O restante das
pessoas, no máximo, tinha um jumento, um rádio ABC dentro de casa, sintonizado
todos os dias na Rádio Nacional e Rádio Sociedade da Bahia, ouvindo músicas de
Tonico e Tinoco. É! Como os tempos mudaram.
Numa pequena cidade, de nome
Nossa Senhora de Lourdes, sertão de Sergipe, onde vivi até os meus dez anos de
idade, só quem tinha um televisor preto e branco, era o prefeito da cidade e um
número pequeno de alguns fazendeiros. Eu, por exemplo, nessa época não tive um
televisor preto e branco em meu lar, em virtude da precária vida financeira da
minha família, que era muito pobre, e morava numa casa de barro batido, porém,
tive a sorte e a oportunidade, por ser eu parente do prefeito, de assistir
gratuitamente na sua residência, diversos filmes e programas, num televisor
preto e branco, da marca Colorado, onde muitos meninos daquela época não
tiveram essa oportunidade. Vi o Brasil jogar na copa de 70 e 74. Vi o furacão
Jairzinho, o atacante Rivelino, Paulo César e Clodoaldo, jogarem com tanta
motivação, muita garra e amor pelo futebol, como da mesma forma se repetiu na
década de 80, na era Zico, no Flamengo, e na Seleção Brasileira do técnico Telê
Santana, com seu “futebol arte”.
Acho que o avanço
tecnológico nos trouxe muita facilidade de termos certas coisas do ponto de
vista material que, hoje, não são mais tão vistas como algo que nos ofereceu
status por alguns tempos atrás, mas sim, melhores acomodações no momento.
Já passaram épocas em que
determinados objetos tinham muito valor material, a ponto de nos envernizar
tanto. Ninguém jamais imaginaria que um dia fosse tão fácil obter um automóvel
ou um televisor colorido de tela plana, trocar os móveis todo ano e viajar para
o exterior, pagando pacotes especiais e promocionais de viagens, com direito a
hospedagem, divididos em várias parcelas.
Repito, acho que a
tecnologia nos abriu várias portas quanto às aquisições materiais, onde muitas
pessoas ansiosas aproveitam para comprar com tanto exagero, e que podem se
prejudicar, comprando demais até para suprir suas carências afetivas,
aumentando a mania do consumo desordenado na busca do mais e mais.
Essa busca do ‘Ter”, ao invés do “Ser”, tem
influenciado muitas pessoas ao desequilíbrio; ao descontrole emocional,
causando uma crise de valores humanos, afetivos, e um grave transtorno da
autoestima.
Conrado Matos é
Psicanalista, com Consultório em Salvador.
Tels: (071) 9910-6845/8717-3210 – email: psicanaliseconrado@hotmail.com
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