VENCENDO
DESAFIOS
Por Conrado Matos –
Psicanalista
Artigo publicado no Jornal a Tarde – Coluna de
Religião/15.11.2012
Fazer melhor é
conscientizar-se de que a vida precisa de aprimoramento constante e permanente.
Quando fazemos escolhas
próprias, temos a responsabilidade de conduzir o que optamos de forma que
sejamos flexíveis a novas mudanças.
Quando o trabalho é feito
com amor, aparecem os resultados positivos, as conquistas, o progresso e os
frutos.
Fazer bem a tarefa é
assegurar do ganho que virá, embora, na trajetória da vida são inevitáveis os
prejuízos, mas não devemos nos render ao cansaço, ou a falta de
espiritualidade. Ao contrário devemos continuar lutando a cada momento da nossa
vida – cultivando passo a passo o que é bom para nós.
A humildade é uma atitude
que requer paciência; é a escuta da maturidade, a sensatez e a compreensão, que
nos tornam observadores conscientes do nosso destino.
Quando erramos e, conscientes
do nosso erro, logo surge à lição da vida – a lição do nosso eu interior; a lição
que educa alma.
Não
desistir da luta, demonstra coragem - compromisso e muita fé. Muitos desistiram
de empreitadas difíceis, tornaram-se confortáveis e meros conformados em zonas
falsas, e foram afetados pelo pânico e a insegurança. Não lutaram, e móveis
ficaram nos lodos da depressão.
Os heróis são os que
descobrem a arte de viver, remendam com muita sabedoria os furos dos desacertos
e se harmonizam com seus semelhantes, buscando por relações interpessoais
significativas, que possam somar e elevar a autoestima do bom companheirismo.
O resgate da autodescoberta
é a tarefa de cada um.
A autoanálise é a
psicossíntese do ser quando busca suas próprias respostas, numa varredura
profunda do seu interior.
A compreensão de si mesmo é
a doutrina da razão, condições individuais de se autoeducar.
Forças internas são
confiáveis. Forças externas são falhas e duvidosas, embora, não devemos perder
de vista o equilíbrio entre o mundo subjetivo e objetivo.
O eu interior é que comanda
a nossa consciência, e nos liberta dos maléficos algozes, internos e externos.
O verdadeiro espírito é
simpático, receptivo e fraterno.
A dor da alma é a anomalia
que cada um buscou por meio do seu íntimo, pelo seu desequilíbrio interior, e
só o próprio ser é responsável pela sua libertação.
O calmante da alma é a busca
interior; é a busca interior o remédio seguro para aliviar a sua dor emocional;
é a busca interior o sono tranqüilo e a harmonização perfeita.
O autoconhecimento é a busca
da cura; é o autoconhecimento a descoberta de si mesmo, no que tem de
verdadeiro dentro de ti.
Conrado Matos é
Psicanalista, com Consultório em Salvador (BA). Licenciado em Filosofia e
Bacharel em Teologia. Pós-graduado em Teoria Psicanalítica.